Na proposta do novo complexo, a tradição e a inovação são dois aspetos fundamentais do projecto. Por um lado, pretende-se destacar a longa história do edifício, e do próprio circo, no contexto geográfico circundante, reutilizando e recuperando a maior parte dos principais espaços e elementos arquitetónicos, adaptando-os a uma nova utilização e a uma nova época.
Por outro lado, este projeto está voltado para o futuro, uma vez que integra um conjunto de novos espaços, com diferentes configurações e possibilidades de utilização, que permitem organizar áreas adequadas ao habitar, à criação, ao debate e à performance.
O edifício do circo não é o próprio circo. A arquitetura não é o espetáculo, mas sim o suporte que permite que o espetáculo aconteça, seja na excepcionalidade dos espetáculos e eventos, seja na rotina aparentemente mundana da sua vida quotidiana, nos dias de treino, na gestão do complexo. Suficientemente neutro, mas adequadamente funcional, transformável e pragmático, o projeto do novo complexo abraça esta condição singular de contentor para um programa excecional, como é o caso de um circo permanente na vida quotidiana da cidade.