Este lugar constitui-se como memória de uma vitalidade de transformação urbana que o Plano da Costa do Sol não viu ser cumprido, e que para aqui apontou, a possibilidade de instalar um Parque Desportivo, contextualizado por uma paisagem de pinheiros, aberta à comunidade.
O espaço escolar divide-se em três áreas distintas do ponto de vista funcional e de relação com a envolvente, materializando-se em três corpos articulados entre si.
No corpo central localizam-se as áreas de carácter mais público como a biblioteca, o auditório e as áreas administrativas, interligando com os outros dois volumes: a nascente a área de aprendizagem formal e a poente o complexo desportivo.
No volume nascente, numa tipologia de claustro, distribuem-se os espaços de aprendizagem formal e os espaços informais de apoio ao aluno. O pátio permite ainda uma certa introspecção das salas relativamente à envolvente, e a criação de um ambiente seguro, confortável e controlado.
O conjunto poente integra exclusivamente as áreas desportivas, interiores e exteriores, tirando partido do contacto com o pinhal existente, transformado em parque desportivo, de usufruto escolar e comunitário.
A experiência proposta para a Escola de Cascais revisita a ideia de Parque (desportivo) ou de Campus, propondo a inscrição dos volumes edificados num bosque de pinheiros através da extensão, para nascente e sul, do Pinhal existente.
Esta Paisagem não se constitui apenas como espaço sobrante do programa albergado pelos volumes arquitectónicos, enquadramento ou contexto, mas pretende em si mesma constituir-se como recurso para a formação e educação.
O piso térreo, no seu encontro com o território, emerge deste num material contínuo, de rigor geométrico e construtivo. Todo o embasamento, e outros elementos térreos, são em betão à vista. Ligeiramente pigmentado para se aproximar do tom do terreno natural, varia a sua textura entre um acabamento polido e rigoroso ou texturado e táctil. Sobre esta base assentam elementos ligeiros, metálicos, revestidos a chapa ondulada perfurada, variando a sua presença entre elementos mais translúcidos e etéreos ou opacos e elementares. No piso superior, a relação entre o interior e o exterior é sempre mediada por este filtro, que coa a luz do sol ou marca uma presença ao anoitecer.