Num vale lindo, escondido e esquecido, entre as Penhas Douradas e a nascente do rio Mondego, uma corte de pastores marca a memória familiar que dá origem ao projecto. A casa desenha-se entre a escala que o volume de xisto dita e os enquadramentos que a memória refaz: uma nogueira junto ao ribeiro; um cume nevado; o abraço dos pinheiros que o fogo levou. A distância e o clima agreste ditam a materialidade dos volumes rigorosos e claros, em betão e aço sobre um território desenhado por muros de xisto, em contraste com um interior quente, em madeira e granito.
Casa no Vale da Castanheira
Manteigas, Portugal
2018 (em curso)
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