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MUSEUM FOR UNDERWATER ANTIQUITIES, PIRAEUS, GRÉCIA

concurso aberto . 5º classificado
2012
com · VENTURA TRINDADE, ARQUITECTOS

paisagismo . PROAP
engenharia . PRPC engenheiros
museologia . Fernando António Batista Pereira
museografia . P06-ATELIER e SSA
design . P06-ATELIER
rendering . 1825 empreiteiros digitais

Num lugar como Piraeus, olhando o chão aparentemente uniforme desta plataforma portuária, a complexidade da espessura do tempo no lugar não pode deixar de ser o tema central da intervenção.
O projecto trabalha a ideia de que o chão e o solo são ricos de conteúdo, história, sinais sobrepostos ao longo do tempo, lógicas perdidas, marcas cujo significado se torna difuso.
Propomos recuperar vestígios da história de construção do lugar, incorporando-os como base da nova estrutura proposta, e fazer participar do futuro programa cultural do lugar parte significativa do seu carácter operário e funcional.
A subsistência no tempo de um edifício determina muitas vezes a transformação do seu programa em novos usos. Estranhamente, as construções que melhor respondem à especificidade da função para que foram concebidas parecem ser também aquelas melhor se adaptam a acolher novos usos.
Um silo de armazenamento de cereais, organizado verticalmente numa rígida configuração formal e funcional adapta-se com inesperada simplicidade ao seu novo programa de museu. O peculiar modo de condução dos cereais no antigo armazém, acedendo verticalmente até ao topo e depois conduzidos por via da gravidade, acaba por estabelecer analogias com outros espaços museológicos contemporâneos, enquanto traduz simbolicamente a ideia de imersão que o próprio programa museológico sugere.
O visitante é convidado a fazer um percurso dos cereais que vai da superfície à profundidade, em sentido estrito e em sentido lato, ao mesmo tempo que lhe é possibilitada uma leitura paralela sobre o próprio espaço que percorre.